Vejamos, sou meio antigo, gosto de coisas antigas, falarei como antigamente, tempo em que a PALAVRA de um Homem, lhe bastava como crédito, e se faziam acordos baseados na confiança do fio do bigode. Não que não se cometiam erros, jamais, nem tanto por haver conhecimento publico do caso, mas por que era a Honra que estava em jogo. Naquela visão de mundo, moças de família sequer davam o ar da graça debruçadas em janelas, modo de não dar ao povo o que falar, mas não sou tão antigo assim, li, em noticias garrafais em revistas de moda da época, o lançamento do biquini de duas peças, malfadadas heroínas, pecaminosamente, deixaram a mostra partes intimas de sua anatomia, causo de Delegacia, inumeras foram postas porta a fora por Pais escandalizados com a afronta a dignidade do nome tradicional da família. E estas ainda em desvairio, num bravor pirotécnico, incendiaram sutiãs, aumentando ainda mais a calamidade pública. Vindo já mais pro seculo 20, não querendo eu ocupar espaço a mais que o necessário, também causou escândalo e estardalhaço, quando, desprovidas de qualquer sanidade, mulheres, estas das praias mais badaladas deste PAÍS tropical, ousaram se enfiar em coisas absurdas que deram o nome delicado de fio dental, ainda me causa espanto o nome, sempre pensei que fosse pros dentes, mas…. e os anos se passaram e verão após verão, carnaval após carnaval, as ditas mulheres sempre saiam da sacada da janela, pra por os pés no mundo e abrir novos escandalos, seja a mini-saia ou dançar com o é o tchan. E ja cansado de tantas novidades, sabendo que “elas” pensam o tempo todo em inovar o guarda-roupas, me peguei pensativo, pitando meu cigarrinho de palha, hehe. Mas “intão”, se muié, desde que aquela dona bunita, a tar creopatra, pintou os zóio e ganhou inté uns romano, hoje, dias estes que caminho no mundo, nada mais normá, que elas usarem o que tem nas lojas, uai, e precisa ser modelo pra usar tar ou quar vestido? ou meió, i ci fosse um carro? andá numa ferrari, me faria um shumaki? Ja vi podre honesto e bacana assaltando de terno armani…. intão, será mesmo que é a roupa qui faz a pessoa ou a pessoa que faz a roupa?? E acabei voltando aos anos de chumbo, Guerra Fria, ameaça nuclear, e eis que finalmente homens desbravam o verdadeiro infinito e tascam os pés na Lua, que beleza, uma canção preferia bailarinos, mas foram homens de ferro que conseguiram isso, e viram as estrelas e sonharam com o além, mas por aki, digo aki na “TERRA MESMO”, as coisas não andavam bem, e ainda andam estranhas, mesmo chegando no seculo 21, tendo mulheres em todas as atividades, sabedores de inumeras facetas da gana humana em inovar, e sabendo que não é fácil existir, nos deparamos com visões interessantes que as vezes nos fazem participar dos desvairios, mesmo estando sentado num sofá, apreciando a dança sensual e terrivelmente quente de minha kajira, de botas longas, espartilho, cabelos soltos, um perfume inebriante, toda de preto, produzida pra acabar com minha libido de forma… humm ficou pessoal demais e isso é intimo hehehe…. Que me vejo lendo livros, escritos nos anos 60, sobre uma forma diferente de se viver, de se apreciar a vida, de gozar da vida boa, e gozar muito mesmo, e que incomoda e dilacera tanto. por essas e outras que na sexta feira, chamo umas amigas, todas Dommes e vamos tomar chopp e rir muito do transito, e aproveitar que a vida é curta, e não nos permite perder tempo com besteiras….