Autor: <span class="vcard">Christian Sword</span>

A proatividade da kajira: ou A dama e a bailarina

Ser uma kajira não é para qualquer uma. É preciso ser uma mulher muito forte para vencer as pressões da sociedade ocidental do século XXI e ter a coragem de reconhecer a sua natureza mais íntima, poucas mulheres têm os recursos pessoais, sejam de força, de auto-conhecimento ou de coragem para fazer isso.

Ser kajira, mulher submissa, que vive a sua natureza de maneira plena envolve uma grande quantidade de iniciativa, força interior e criatividade. Pode parecer uma incoerência ser submissa e ao mesmo tempo ser vivaz, criativa e proativa, especialmente em um contexto cultural onde a cobrança sobre a mulher é que ela seja independente, auto-suficiente, e nunca, em hipótese alguma, se permita entregar a um homem. No entanto, a verdade é que a natureza da mulher está dentro dela, nos seus instintos, pronta para se manifestar sempre que tiver a oportunidade.

Uma das evidências que se tem da necessidade instintiva da mulher por viver o seu papel natural sob o comando de um homem é a comunidade das danças de salão.

As danças de salão modernas tem o seu início na década de 1920, desde o seu início a comunidade da dança de salão é objeto de desejo de muito mais mulheres do que de homens, e é frequente que nos seus bailes a maioria feminina apresente grande demanda por “bons cavalheiros”.

O que mantém o interesse de tantas mulheres por essa arte é exatamente a possibilidade de, pelo menos por um breve espaço de tempo, viver a sua natureza submissa sem o julgamento social, e muitas vezes sem ter de lidar com as próprias contradições.

As danças de salão são marcadas por duas características centrais: a ausência de coreografia e a existência dos papéis fixos de cavalheiro e dama.

A ausência de uma coreografia pré-estabelecida exige que, para que a dança funcione, exista alguém responsável por liderar e alguém que é conduzido.

Na dança de salão o papel de conduzir é executado pelo Cavalheiro, na maioria das vezes por um homem, e o papel de conduzido é executado pela Dama, na maioria das vezes uma mulher. Pode acontecer de homens assumirem o papel de Dama ou de mulheres assumirem a condução sendo neste caso o Cavalheiro, mas os papéis são fixos e se cada um souber executar a sua parte a dança funciona.

Acontece que existe uma diferença entre funcionar e ser ótima, e para que a dança seja ótima além dos papéis de Cavalheiro e Dama existe mais um papel importante, o papel da Bailarina.

A Bailarina é aquela que cria, que enfeita, que traz a sua força, beleza, sensualidade e elegância para a Dama. A bailarina tem iniciativa, criatividade, graça, e é capaz de encaixar tudo que tem dentro da condução do Cavalheiro.

A Dama sem a Bailarina segue, mas é apagada, sem vida. Funciona mas não deslumbra. A Bailarina sem a Dama aparece… mas não funciona!

A beleza da dança acontece exatamente quando a Dama tem o desejo real de ser conduzida, a sensibilidade para perceber a condução, e a Bailarina executa os movimentos indicados pelo Cavalheiro com a sua própria beleza, sensualidade e criatividade e dessa forma o prazer máximo dos dois é atingido. E tudo isso só funciona por que nesse pequeno espaço da vida cada um está tendo a liberdade para viver a sua própria natureza.

A dança é uma metáfora para a vida! É uma metáfora para o Estilo de Vida Goreano.


O princípio zero da Filosofia Goreana

Por Master Christian Sword of GOR <christiansword@gmail.com>

 

A Filosofia Goreana é baseada em três princípios, a saber:

 

  1. O princípio da Honra;
  2. O princípio do Orgulho;
  3. O princípio dos papéis naturais;

 

que são extensivamente discutidos em vários artigos (entre eles aqui).

 

Existe, entretanto, um outro princípio anterior a todos eles que quase nunca é discutido.

As razões são duas. A primeira é que esse princípio não só não é exclusivo da Filosofia Goreana como é adotado, em diversas formas por uma quantidade enorme de pensadores em diversas áreas como filosofia, economia, política, evolucionismo, entre outras.

A segunda razão desse silêncio é o fato de esse princípio ser tão básico e tão geral que é habitualmente omitido por ser visto com auto evidente.

Por esse motivo os Goreanos de Alkania denominam esse princípio de:

 

O princípio ZERO da Filosofia Goreana.

Ou

O princípio da Liberdade

 

O princípio da liberdade, aplicado ao Estilo de Vida Goreano, pode ser entendido assim:

0.1. Todos os seres humanos adultos e mentalmente capazes são donos da própria vida.

0.2. Todos os seres humanos adultos e mentalmente capazes são donos dos próprios corpo, tempo e todos os recursos associados e obtidos a partir da própria vida.

0.3. Todos os seres humanos adultos e mentalmente capazes têm o direito e a obrigação de escolherem os seus próprios caminhos.

0.4. Todos os seres humanos adultos e mentalmente capazes têm a obrigação de arcar individualmente com as consequências das suas próprias escolhas.

0.5. Todos os seres humanos têm a obrigação de respeitar os direitos alheios até o ponto que esse direito não invada o seu espaço pessoal, isso é, que não interfira no seu próprio direito sobre a sua vida.  

 

Pode parecer contraditório, para que olha com um olhar ingênuo, que uma filosofia de vida que vive relações de Dominação e submissão creia nos princípios acima, isso não se dá pelo seguinte:

  • Quem tem o direito de escolher os seus próprios caminhos tem o direito de ceder a sua própria liberdade a quem quiser, por quanto tempo desejar.
  • Uma vez que a cessão da sua própria liberdade pode ser retirada a qualquer tempo ceder a sua liberdade não implica em perder a posse da própria vida nem dos recursos associados a ela ou obtidos a partir dela.
  • As inevitáveis consequências de se viver uma relação intensa como é uma relação de Dominação e submissão são parte integrante da própria experiência desse tipo de relacionamento, elas afetam tanto Dominador (Master) como submissa (kajira) de formas diferentes mas não menos intensas.

 

Outro mito sobre a Filosofia Goreana e o Estilo de Vida Goreano que parece contradizer o princípio da liberdade é o mito que afirma que os Goreanos seja machistas ou preconceituosos de alguma forma. Na verdade os Goreanos acreditam na liberdade e no respeito às escolhas individuais de forma muito radical.

Um Goreano tende a respeitar todo indivíduo que faça as suas escolhas de forma clara e assuma as consequências dessas escolhas com a responsabilidade de um adulto mentalmente capaz, mesmo quando essas escolhas sejam diametralmente opostas a aquelas que ele mesmo faz para si.

 

Pode ser que você escolha não conviver com um Goreano, pode ser que um Goreano escolha não conviver com você. Mas saiba que ele vai sim respeitar as suas escolhas até o ponto que estas não interfiram do direito à liberdade de outros.

 

São Paulo, 22 de Agosto de 2017


Editorial: Agosto de 2017

Por Master Christian Sword of GOR <chistiansword@gmail.com>

O mês de Julho é um mês importante para Alkania.

Não só por ser o mês de aniversário da Cidade onde se comemora o Alkanian Fair of En’Var marcada pela Cerimônia das Pedras como também pela comemoração do dia 24/7, Dia Internacional do BDSM.

Sempre se discute como Gor não é exatamente parte da Comunidade BDSM mas foi, desde 2004, recebida por esta, e em seu meio encontrou solo fértil para se desenvolver. Os membros de Alkania sempre estão, em maior ou menor grau, envolvidos com as celabrações do 24/7 e neste julho de 2017 não foi diferente.

O aniversário de 11 Anos de Alkania foi uma festa linda que marcou as novidades nas instalações de Talender Hills.

Agosto também será um mês de comemoração com a cerimônia oficial da entrada da Casa de Henri d’Aramitz como membro efetivo da cidade de Alkania.

Que venha mais um ano!


Dez coisas que uma mulher deve saber sobre os Goreanos de Alkania

Por Master Christian Sword of GOR <chistiansword@gmail.com>

Aviso de isenção: Este texto é escrito para mulheres e, embora possa ser lido por qualquer pessoa, deve ser interpretado no contexto no qual foi redigido.

Então você está interessada em um Master Goreano de Alkania.

Talvez você já conheça a comunidade BDSM, talvez não. Talvez você já conheça outros Goreanos ou a Filosofia Goreana, talvez não. Talvez você não tenha nenhuma experiência com o universo da sexualidade alternativa. Independente do seu nível de experiência, esse texto é para você.

1. Ser Goreano é um estilo de vida e tem uma cultura própria.

Ser Goreano implica em assumir um estilo de vida que afeta todos os aspectos da vida humana de diferentes formas e intensidades.

A Filosofia Goreana trata principalmente da forma como os Goreanos vivem as suas relações afetivas e sexuais, mas não se limita a isso. Ela também afeta a forma como os Goreanos encaram o trabalho, a família, a educação dos filhos e mesmo a cosmovisão de cada um.

A Cultura Goreana, por outro lado, só fica realmente evidente na vida privada ou nos ambientes coletivos dos Goreanos. Nesses ambientes os homens são chamados de “Master” e as mulheres são chamadas de “kajiras” e tanto Masters como kajirae (que é o plural de kajira) têm papeis bem definidos na relação.

Existem poucas coletividades de Goreanos no Brasil e várias no mundo. A coletividade a qual esse texto se refere é conhecida como “Grupo Goreano Cidade de Alkania” ou simplesmente “Alkania”.

É habitual que, dentro das comunidades, os seus membros adotem apelidos pelos quais são chamados nas atividades do grupo.

2. Os Goreanos de Alkania têm um compromisso assumido com o Grupo Cidade Goreana de Alkania.

O grupo “Cidade de Alkania” funciona como uma confraria ou uma irmandade onde os membros têm compromissos entre si.

Isso inclui os compromissos com a Filosofia Goreana além de honra e lealdade entre os membros, e é desaconselhável tentar testar essa lealdade.

O compromisso dos Goreanos de Alkania também exige que os Masters de Alkania sejam justos, transparentes nos seus valores e coerentes no tratamento com suas mulheres e isso lhes será cobrado pelo grupo.

3. Os Goreanos de Alkania estão comprometidos com a Filosofia Goreana.

A Filosofia Goreana, tal como lida pelo concelho de Alkania, é composta por três princípios:

– O Princípio da Honra.

Espera-se dos Goreanos de Alkania que sejam honrados, íntegros, transparentes com seus valores, emocional e ideologicamente estáveis, confiáveis e que aceitem a responsabilidade por suas decisões.

– Principio do Orgulho.

Espera-se dos Goreanos de Alkania que busquem viver de forma a se orgulharem de quem são e do modo como vivem a cada dia, tendo o mérito como referência de valor.

– Princípio dos papéis naturais

Ser Goreano implica necessariamente que se acredite que o ser humano é um ser bio-psico-histórico e que a importância da natureza biológica é de grande relevância na composição do comportamento humano.

O Goreano acredita que existe um desejo profundo dentro do homem em exercer poder sobre a mulher. E dentro da mulher um desejo igualmente profundo em ser objeto de poder de um homem.

4. Como consequência imediata do principio dos papéis naturais o homem Goreano só está interessado em relacionamentos afetivos nos quais ele seja o Dominador e a mulher deseje se submeter.

O estilo de vida Goreano trata exclusivamente de relações entre homens e mulheres, e essas relações sempre serão de Dominação por parte do homem e submissão por parte da mulher. Não há exceções.

Isso não implica que os Goreanos achem que o seu modo de vida é o único válido, que sejam machistas ou homofóbicos, é apenas uma escolha de como viver as próprias vidas e com quem se relacionar.

Isso também não implica que os Goreanos achem os homens superiores às mulheres, antes os Goreanos acreditam que cada um deve poder ter o direito a escolher o papel que deseja viver nas suas relações pessoais e que essa escolha deve ser soberana e inquestionável.

5. Um homem Goreano de Alkania nunca irá lhe oferecer uma relação monogâmica.

Os Goreanos em geral e os Goreanos de Alkania, em particular, não estão dispostos a viver relações monogâmicas. É importante entender isso. Não haverão exceções.

Todos os homens de Alkania têm habitualmente mais de uma submissa.

Caso você conheça um Dominador de Alkania que esteja sem nenhuma, ou somente com uma, kajira é importante que você entenda que isso é uma situação temporária e ele não se comprometerá a não ter nenhuma outra kajira em outro momento.

Como consequência disso, se você estiver interessada em um Goreano de Alkania, fique a vontade para se aproximar, as kajirae dele estão cientes de que isso acontece regularmente. Caso você prefira abordar uma kajira de Alkania, sinta-se igualmente a vontade. Elas estão cientes que haverão outras mulheres na relação e devem saber lidar com isso.

6. Os Goreanos acreditam nas liberdades individuais e na responsabilidade decorrente dessa liberdade.

A Filosofia Goreana é inspirada em diversos autores da filosofia e tem uma vertente marcantemente libertária.

Os Goreanos acreditam que cada indivíduo adulto e mentalmente capaz têm a liberdade e o dever de escolher os caminhos que melhor lhe convêm. Que essas escolhas devem ser respeitadas inexoravelmente.

Dessa forma os Goreanos são respeitadores de quaisquer credos religiosos ou políticos, raças, orientações sexuais ou de gênero, bem como defensores da liberdade de expressão mais ampla possível.

Além disso, os Goreanos acreditam que cada indivíduo é responsável por suas escolhas e pelas suas consequências, sejam elas previstas ou não e desejáveis ou não. E esperam que todos aqueles que se relacionam com um Goreano estejam dispostos a arcar com as consequências de suas escolhas da mesma forma que se espera dos Goreanos de Alkania.

7. Os Goreanos de Alkania são em geral são muito receptivos à aproximação de quem quer que se aproxime com intenções legítimas.

Se você deseja se aproximar de um Goreano, seja Master ou kajira, fique realmente a vontade. Muitos de nós somos pessoas ocupadas e podemos, as vezes, dar a impressão de sermos inacessíveis. Mas isso não é verdade.

Se você desejar se aproximar fique a vontade, nossos e-mails estão disponíveis, e se você nos encontrou em redes sociais, em conversas nos aplicativos de comunicação ou em qualquer ambiente social, fique a vontade para nos procurar.

Você não precisa inventar uma desculpa, os Goreanos apreciam a honestidade e abominam os jogos e as intenções ocultas. Se aproxime, seja sincera, e você certamente será bem recebida.

8. Os Goreanos não têm medo de seus próprios sentimentos

Os Goreanos amam a vida e tudo que é humano.

Sabemos que o medo é humano, mas não pode nos impedir de fazer o que cremos ser certo.

Sabemos que a raiva é um sentimento legítimo, mas não pode nos dominar.

Sabemos que a tristeza é parte da vida, mas não pode ser a vida toda.

Sabemos que o amor pode trazer sofrimento, bem como uma das maiores alegrias que a vida pode proporcionar, mas em nenhum dos casos ele pode te roubar de você mesmo.

Por isso os Goreanos estão abertos a toda a pluralidade de emoções que a humanidade permite, mas isso não implica que não estamos dispostos a ceder o nosso domínio, nem qualquer outro aspecto do nosso estilo de vida em função desses sentimentos.

9. Muitos dos Goreanos de Alkania são também membros da comunidade BDSM

(Se você não sabe o que é BDSM pode pular esse item)

Para aqueles que conhecem BDSM, seja através da comunidade, seja somente pela literatura, é importante frisar que a maioria dos Goreanos de Alkania são também membros conhecidos da comunidade BDSM.

Embora GOR e o BDSM sejam entidades distintas, ambos têm em comum as relações D/s. A relação D/s Goreana é muito semelhante a algumas formas mais litúrgicas de D/s no BDSM e muitos praticantes da D/s no BDSM têm uma afinidade natural com a Filosofia Goreana.

Algumas das principais diferenças entre GOR e BDSM estão no fato de na comunidade BDSM as relações D/s não serem obrigatórias e poder haver D/s com quaisquer combinações de gênero e orientação sexual, enquanto que no estilo de vida Goreano, a D/s é a única forma possível de relação e será sempre com homens Top e mulheres bottom.

10. Os Goreanos são pessoas reais vivendo no mundo real.

Os Goreanos de Alkania são homens e mulheres reais e não personagens de algum jogo ou encenação.

Somos pessoas reais que trabalham, têm família, pais, mães, irmãos e filhos.

Cometemos erros como todos os serem humanos.

Não estamos brincando de dominar e se submeter, isso é o nosso estilo de vida. Ele faz parte da nossa vida como o fazem as nossas famílias, o nosso trabalho, a nossa fé, a nossa vida social e tudo mais. E independente de você gostar ou não de como vivemos, nós esperamos de você o mesmo respeito que nos propomos a lhe oferecer.


Programação Oficial de Alkania em 2017

Janeiro 2017

21 – The Alkanian Fair of Se’Var

(Aniversário: anya{CSoG})

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Fevereiro 2017

18 – Serve VIP

(Aniversário: Master Hyde)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Março 2017

18 – Serve VIP

(Aniversário: lis_CSoG)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

27 – Programa de aperfeiçoamento continuado dos Master de Alkania

Local: Sigiloso

Horário: 22:00h

 

Abril 2017

29 – The Alkanian Fair of En’Kara

(Aniversário: marina_MNavall)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Maio 2017

05 – Programa de aperfeiçoamento continuado dos Master de Alkania

Local: Sigiloso

Horário: 22:00h

 

20 – Serve VIP

(Aniversários: babi{HA}; jova_MNavall)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Junho 2017

09 – Programa de aperfeiçoamento continuado dos Master de Alkania

Local: Sigiloso

Horário: 22:00h

 

10 – Serve VIP

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Julho 2017

22 – The Alkanian Fair of En’Var

(11o Aniversario de Alkania)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Agosto 2017

26 – Serve VIP

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Setembro 2017

30 – Serve VIP

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Outubro 2017

28 – The Alkanian Fair of Se’Kara

(Aniversários: Master Christian Sword of Gor; amy{HYDE})

Local: Sede temporária de Alkania em Ilhabela

Horário: 22:00h

 

Novembro 2017

18 – Serve VIP

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 

Dezembro 2017

09 – Serve VIP

(Aniversários: Master Navall; Master Henri)

Local: Talender Hills

Horário: 22:00h

 


O sistema de Silks

Por Master Christian Sword of GOR <chistiansword@gmail.com>

 

Quando se vive um estilo de vida contratual, como é o Estilo de Vida Goreano, no qual os acordos que envolvem cada relação são claramente estabelecidos e muitas vezes escritos, é necessário que aspectos mais realísticos sejam refletidos na organização formal das relações.

 

Se no mundo real é impossível que alguém passe de desconhecido a íntimo sem um processo de evolução do relacionamento, se faz necessário que um processo análogo ocorra na relação Master-kajira no Estilo de Vida Goreano.

 

Alkania desenvolveu o que passou a ser chamado de “O Sistema de Silks”, para formatar e regulamentar a evolução das relações. O Sistema de Silks foi inspirado nas expressões “white silk” (virgem) e “red silk” (não virgem) utilizadas nas Crônicas da Contra Terra.

 

Assim, o Sistema de Silks serve para explicitar a evolução da relação Master-kajira em Alkania e em nada se relaciona com o significado utilizado nas Crônicas.

 

O Sistema de Silks é composto por cinco níveis de relacionamento chamados:

 

  • Silkless
  • Grey Silk
  • White Silk
  • Colored Silk
  • Black Silk

 

Todas as kajirae em relacionamentos com Masters de Alkania estão em alguma dessas fases da relação e sempre iniciam como Silkless, podendo progredir através do Sistema dependendo da evolução da relação e do desejo de ambos, Master e kajira.

 

Para a melhor compreensão do sistema serão apresentados para cada silk três metáforas, que a comparam a outras relações, a saber: A metáfora Goreana, que compara a silk a um tipo de relação presente nas Crônicas da Contra Terra; a metáfora BDSM, que compara a silk a uma relação D/s no BDSM e a metáfora baunilha, que compara a silk a uma relação convencional. Como toda metáfora, a comparação não é perfeita e nem sem aproximações, devendo ser entendida apenas como auxiliar na compreensão do tipo de relação que é descrito pela própria silk;

 

A seguir serão apresentadas as descrições de cada silk:

 

SILKLESS

No estágio SILKLESS a relação D/s é limitada ao período da sessão. Não existe vínculo formal entre a kajira e o Master.

 

Dessa forma, nenhum dos dois deve nada ao outro nem assume responsabilidade pelas ações do outro. Exceto as ocorridas ou decorrentes dos atos praticados na própria sessão. Por esse motivo, a SILKLESS é livre para ter ou procurar outros relacionamentos sem nenhuma interferência do Master, bem como ela mantém toda a autoridade e responsabilidade por suas escolhas e ações.

 

A duração mínima do estado de SILKLESS é de 10 encontros e dois meses.

Metáfora goreana: tavern slave

Metáfora BDSM: Eventual/Avulsa/em negociação

Metáfora baunilha: amigos com benefício

Caso haja interesse tanto do Master como da kajira, caso a relação evolua e caso o comportamento da kajira esteja pelo menos nos padrões da próxima silk, a kajira poderá eventualmente progredir para a Grey Silk

 

GREY SILK

No estado de GREY SILK a D/s é limitada, não devendo ser exercida sobre aspectos pessoais da vida da kajira, tais como trabalho, família, vida financeira, crenças religiosas, filosóficas ou políticas e uso do tempo. A menos que a própria kajira solicite, e mesmo nesses casos, somente de forma consultiva.

 

A GREY SILK não pode buscar outras relações de natureza fetichista, mas pode buscar e manter relacionamentos “baunilha” desde que TODOS os envolvidos estejam cientes e de acordo.

 

Ela poderá, caso seja o desejo dela e de seu Master, receber o treinamento de kajira de 1ª fase, segundo o protocolo de treinamento de Alkania.

 

A duração mínima do estado de GREY SILK é de quatro meses e 6 Serves, não sendo permitidas mais de 2 faltas consecutivas em relação à escala definida antecipadamente pelo Master.

 

A kajira GREY SILK tem os privilégios de:

 

  • Se apresentar usando o Nome do Master
  • Utilizar coleira sem o símbolo do Master
  • Chamar o Master de Dono
  • Sufixar o seu nick com _ seguido de uma identificação do Master

Ex: anya_CSoG; babi_HA

 

Metáfora goreana: Self contracted slave

Metáfora BDSM: Play partner/in service to

Metáfora baunilha: “ficante”

Caso haja interesse tanto do Master como da kajira, caso a relação evolua, caso a kajira tenha concluído a 1ª fase do treinamento e caso o comportamento da kajira esteja pelo menos nos padrões da próxima silk, a kajira poderá eventualmente progredir para a White Silk.

 

 

 

WHITE SILK

No estado de WHITE SILK a D/s é menos limitada que na silk anterior e ainda é limitada não devendo ser exercida sobre os seguintes aspectos pessoais da vida da kajira: trabalho, família, vida financeira, crenças religiosas ou políticas; a menos que a própria kajira solicite, e mesmo nesses casos, somente de forma consultiva.

 

O início da fase de WHITE SILIK será marcado por uma cerimônia de encoleiramento testemunhada por um Scribe de Alkania.

 

A WHITE SILK não pode buscar outras relações de natureza fetichista nem baunilha, sendo sexualmente exclusiva de seu Master (ou por sua autorização explícita).

 

Na fase de WHITE SILK a kajira receberá o treinamento completo de sua casa, que deverá estar de acordo com os padrões de treinamento mínimo de Alkania. Ao final do treinamento ela será avaliada por uma banca de 3 Masters de Alkania que avaliarão se ela está apta apara ser promovida à próxima silk.

 

A duração mínima do estado de WHITE SILK é de dois meses por fase de treinamento (perfazendo um mínimo de 8  meses segundo o sistema de treinamento mínimo de Alkania)

 

A kajira WHITE SILK tem todos os privilégios da GREY SILK e os seguintes privilégios adicionais:

 

  • Utilizar coleira com o símbolo do Master
  • Utilizar coleira social
  • Sufixar o seu nick com uma identificação do Master entre chaves { }

Ex: anya{CSoG}; amy{HYDE}

 

Metáfora goreana: barbarian kajira

Metáfora BDSM: submissive/kajira of

Metáfora baunilha: namoro

A WHITE SILK é a única silk com término automático que depende apenas da conclusão do treinamento e da avaliação da banca para a progressão para a próxima silk.

 

COLORED SILK

A COLORED SILK é convertida para uma cor segundo a casta do Master:

Scribes: BLUE SILK

Builders: YELLOW SILK

Physicians: GREEN SILK

Warriors: RED SILK

Low Castes: BROWN SILK

kajira da cidade: PURPLE SILK

 

A COLORED SILK é a kajira treinada e tem as mesmas características da WHITE SILK

 

O início da COLORED SILK é marcado por uma cerimônia de confirmação de coleira que se seguirá a declaração de aprovada por parte da banca. Essa cerimônia deverá ser repetida anualmente com o intuito de confirmar o compromisso representado pela coleira.

 

A COLORED SILK não pode buscar outras relações de natureza fetichista nem baunilha, sendo sexualmente exclusiva de seu Master (ou por sua autorização explícita).

 

A duração mínima do estado de COLORED SILK é de um ano.

 

A kajira COLORED SILK tem todos os privilégios da WHITE SILK e o seguinte privilégio adicional:

 

  • Uso de aliança de compromisso em aço ou metal equivalente.

 

Metáfora goreana: trained kajira

Metáfora BDSM: submissive/kajira of

Metáfora baunilha: compromisso / noivado

Caso haja interesse tanto do Master como da kajira, caso a relação evolua envolvendo aspectos românticos além da própria D/s e caso o comportamento da kajira esteja pelo menos nos padrões da próxima silk, a kajira poderá eventualmente progredir para a Black Silk.

 

BLACK SILK

No estado de BLACK SILK a kajira terá uma relação D/s sem limites com seu Master e será a silk de maior exigência em termos de obediência e demais comportamentos.

 

O início da BLACK SILK é marcado por uma cerimônia de confirmação de coleira. Essa cerimônia deverá ser repetida anualmente com o intuito de confirmar o compromisso representado pela coleira.

 

A BLACK SILK não pode buscar nenhuma outra relação de natureza afetiva, erótica ou fetichista fora de sua própria Casa.

 

A kajira BLACK SILK tem todos os privilégios da COLORED SILK e os seguintes privilégios adicionais:

 

  • Morar com o Master
  • Utilizar “aliaça de casamento”
  • Sufixar o seu nick com “de” seguido do Nome do Master

Ex: anya de Chrisitian Sword; amy de HYDE

 

Metáfora Goreana: real kajira

Metáfora BDSM: 24/7

Metáfora baunilha: casamento

 

 

Finalmente, para fins de organização, existem três agrupamentos de silks que poder ser utilizados:

 

Low silks: SILKLESS e GRAY SILK

High silks: WHITE SILK, COLORED SILK e BLACK SILK

Silked: GRAY SILK, WHITE SILK, COLORED SILK e BLACK SILK

 

 

São Paulo, 25 de Maio de 2017


John Norman, um libertário

Segue abaixo um texto de 13 de outubro de 2010, escrito para o site Advocates of self Government (http://www.server.theadvocates.org/) por Bill Winter, o texto original não esta mais disponível mas existe uma copia em http://archive.li/nDXEp.

Alkania não compartilha de todas as opiniões postadas no texto, mas ele constitui uma fornte útil de referência sobre o autor das Crônicas da Contra Terra.

Boa leitura!

Master Christian Sword of GOR

São Paulo 19 de Abril de 2017

Em um primeiro olhar, o escritor John Norman é um libertário improvável. Suas novelas de fantasia / aventura sobre o planeta Gor – que venderam cerca de 12 milhões de cópias em todo o mundo – parecem endossar a instituição decididamente não libertária da escravidão. E uma versão particularmente não PC (Politicamente Correta) de escravidão, envolvendo homens fortes e bárbaros escravizando mulheres submissas. Como o site Salon.com comentou com desdém sobre os romances de Norman, Gor é um planeta “onde homens são homens e mulheres são escravas”.

Mas não confunda ficção com fato. Embora os livros de Gor se concentrem em machos alfa dominando mulheres dóceis, Norman (o pseudônimo de John Frederick Lange, Jr., um professor de Filosofia no Queens College, Nova York) entende a diferença entre fantasia e realidade.

Em seu livro de 1974, Imaginative Sex, Norman sugere que um de seus objetivos como escritor é permitir que a imaginação das pessoas se torne “sexualmente liberada”. Imaginative Sex incentiva casais (em casamentos monogâmicos) para usar “role-playing” e fantasia para apimentar suas vidas amorosas. Esses jogos devem ser seguros e consensuais, adverte Norman. “Ferir e humilhar os seres humanos, genuinamente e com malícia, é moralmente errado”, escreve ele. E enquanto alguns críticos alegam que os livros de Gor endossam estupro, Norman escreve: “A violação, como uma realidade sociológica, é comumente um ato feio, brutal, desagradável, doentio, horripilante e vicioso”. Em outras palavras, Norman traça uma linha nítida entre o retrato fictício do sexo não consensual em Gor – e sua realidade desagradável na Terra.

Tais comentários fazem pouco para aliviar os críticos de Norman, que denunciam os livros de Gor como um lixo mal escrito e misógino. Stan Nicholls, no St. James Guide To Fantasy Writers (1995), disse que Norman é “o autor mais vilipendiado da história da ficção fantástica”. Julia Gracen, no site Salon.com (18 de maio de 2000), disse que a série Gor é “hilariantemente bombástica”, e as “linhas históricas, especialmente nos livros a partir de meados da década de 1970 posteriores, são freqüentemente interrompidas por longas passagens de repetição filosófica” sobre como as mulheres Deve procurar “total obediência a um homem magistral”. Isto é, ela declara secamente que os livros de Gor “não são boa literatura”.

Outros críticos discordam e sugerem que os romances de Norman são uma sátira cuidadosamente construída ou um comentário social farpado. Por exemplo, o site Enotes.com especula que o tema mestre / escrava da série Gor é tão exagerado que pode ser “uma sátira selvagem sobre toda a noção de determinismo biológico”. Outros críticos teorizam que os livros são uma reação aos excessos do feminismo dos primeiros anos da década de 1970, ou um ataque ao estilo Camille Paglia ao “politicamente correto”.

Afinal, o que é este Gor que provocou tanto debate? É uma série de romances de fantasia, ricamente realizados – escritos na tradição de Edgar Rice Burroughs – sobre Tarl Cabot, um terrestre que é transportado para Gor, um planeta do outro lado do sol. Em Gor, onde a civilização está presa a um nível bárbaro greco-romano, estados guerreiros lutam entre si e lutam contra alienígenas exóticos. E nós mencionamos as meninas escravas?

Norman escreveu 26 romances de Gor, de Tarnsman de Gor (1966) a Testemunha de Gor (2002). Dois dos livros de Gor foram transformados em filmes de baixo orçamento : Gor (1987) e Outlaw of Gor (1987). Em seu próprio nome, Norman, que tem um Ph.D em Filosofia de Princeton, também escreveu O Paradoxo de Cognição: Uma Investigação Sobre as Reivindicações da Filosofia (1970) e editado CI Valores Lewis e Imperativos: Estudos em Ética (Stanford, 1969) ).

Enquanto os livros de Gor eram enormemente populares na década de 1970 – e foram até traduzidos em 10 línguas – eles estavam fora de impressão no final da década de 1980. Fãs disseram que os livros foram vítimas da onda “Politicamente Correta” e acusaram os editores de se curvarem às demandas das feministas e dos censores. O próprio Norman disse que estava “na lista negra” pela indústria editorial.

Mas Gor não morreria. Em um reavivamento facilitado pela Internet, os fãs construíram sites louvando a série, e cópias de segunda mão dos romances vendidos por US $ 100. No final da década de 1990, vários dos primeiros livros de Gor estavam de volta e uma revista, Gor Magazine, foi lançada. Alguns aficionados até começaram a viver o “estilo de vida Gorean”, praticando role-playing, e a escravidão consensual. Em 2001, New World Publishers foi formado para reimprimir todas as novelas de Gor.

Mas os anos no deserto – rejeitados pelos editores e desprezados pelas organizações de ficção científica – deixaram suas cicatrizes. Em 2001, quando Norman não foi autorizado a falar na 59ª Convenção Mundial de Ficção Científica na Filadélfia, ele escreveu uma carta (impressa em Locus Online, 14 de outubro de 2001) acusando os organizadores de convenções de serem “acríticos, presunçosos, excessivamente emocionais e portadores de uma mentalidade ingenuamente Politicamente Correta “.

Uma década de tal “censura” pode ter levado Norman a se tornar um libertário. Nessa mesma carta, Norman disse que estava ansioso para falar na convenção sobre quase qualquer assunto. “Eu sou um libertário … e eu ficaria feliz em discutir as deficiências e os perigos demonstrados das posições estatistas”, escreveu ele. “Eu teria ficado feliz em falar sobre a dinâmica social, o estatismo, o coletivismo, o autoritarismo, a moralidade altruista-coletivista … os valores de um mercado livre, a utilidade dos processos de mão invisível, e tal”. Os organizadores da convenção se mostraram impassíveis e recusaram-se a convidar Norman.

Tal é a vida do criador de Gor; Louvado como um visionário sexual por alguns, desprezado como um homem das cavernas que odeia as mulheres por outros – mas sempre disposto a ir às muralhas, espada retórica na mão, para lutar contra as hordas bárbaras de “puritanos e censores, excluidores, hipócritas, E mentirosos. ”

– Bill Winter

“Eu sou um libertário, e não um estabelecimento neosocialista.” – John Norman em uma carta à 59ª Convenção Mundial de Ficção Científica, impressa em Locus Online (14 de outubro de 2001)


Honra x Intergridade

Por Master Christian Sword of GOR <chistiansword@gmail.com>

 

Conceitos muito próximos, Honra e Integridade muitas vezes se confundem.

Além das dificuldades presentes na conceituação diferencial cada conceito ainda apresenta múltiplos significados dependendo do contexto.

Honra pode apresentar semântica diferente quando usada dentro do contexto sexual (tais como virgindade ou monogamia); no contexto religioso (prestar culto ou oferecer primazia); no contexto financeiro (pagar uma dívida), etc…

Integridade por sua vez também pode ter semânticas diferentes quando jusada em contextos específicos tais como na tecnologia de informação (integridade de dados), na integridade física (ausência de dano), etc…

Para os fins dessa reflexão iremos nos concentrar em honra e integridade no sentido do comportamento e dos valores humanos.

A partir desse referencial podemos iniciar a nossa reflexão.

Algumas conceituações de honra são:

 

Honra é um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como a honestidade, dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente virtuosas.”

A honra é um atributo humano que é aplicado aos indivíduos que se comportam estritamente de acordo com as normas morais e sociais, aceita e considerado como correto na Comunidade ou na sociedade em que vive.”

a palavra honra pode ser usado como sinônimo de boa reputação”

“A honra é um conceito abstrato que envolve uma certa quantidade de dignidade e respeito à pessoa que possui-lo. Em teoria, é atribuído aos indivíduos um determinado valor e o status com base em uma honra que é obtida através da harmonia dos chamados códigos de honra.”

“Honrado é julgamento que determina o caráter de uma pessoa exatamente: se ou não a pessoa reflete honestidade, respeito, integridade ou justiça.”

“Dr. Samuel Johnson, em A Dictionary of the English Language (1755), definia honra como tendo vários sentidos, o primeiro de que eram “nobreza de alma, magnanimidade, e um desprezo a maldade”

 

Por outro lado o conceito de integridade pode ser encontrado como:

 

“Integridade é um substantivo feminino com origem no latim integritate que significa a qualidade ou estado do que é íntegro ou completo. É sinônimo de honestidade, retidão, imparcialidade.

Em sentido figurado a integridade pode ser descrita como honradez, pureza ou inocência. Pode designar uma atitude de plenitude moral, sendo a característica de uma pessoa incorruptível. “

“Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo a ser íntegre, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.”

“Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infringindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível.”

“Particularidade ou condição do que está inteiro; qualidade do que não foi alvo de diminuição; inteireza.”

“Condição do que não sofreu alteração; que não foi quebrado nem atingido; que está ileso: integridade física ou mental.”

“Característica da pessoa que é íntegra; qualidade de quem é honesto; que é incorruptível.”

“Cujos comportamentos ou ações demonstram retidão; honestidade” 

“integridade vem do latim integritate e representa a qualidade do íntegro, fundamentada pela retidão e imparcialidade.”

“Para reforçar o conceito de integridade é necessário entender também o significado da palavra íntegro. Do latim integru, ser integro significa ser inteiro, completo, perfeito, exato, imparcial, brioso, inatacável.”

 

Jerônimo Mendes sugere algumas reflexões para avaliar a integridade de um indivíduo:

 

  • O que você faz na prática está de acordo com o seu discurso?
  • O seu comportamento em casa é muito diferente do comportamento na empresa?
  • Você odeia o chefe, mas sorri e distribui elogios quando ele aparece?
  • Os filhos dos outros são sempre melhores do que os seus?
  • O cônjuge tem recebido a atenção, o apoio e o valor que merece?
  • Você é do tipo “faça o que eu digo”, mas não faça o que eu “faço”?
  • Você consegue ouvir um pouco mais do que fala, além de respeitar o ponto de vista alheio?

 

E conclui

 

“Integridade é uma virtude desafiadora, difícil de ser praticada num mundo repleto de valores equivocados, onde a importância do ter alguma coisa é maior do que a importância do ser alguma coisa. Na prática, integridade se consolida somente quando os seus valores estão em consonância com a sua conduta.”

 

Dessa forma é possível verificar que integridade em honra muitas vezes são usadas como sinônimos. Mesmo quando não são vistas como sinônimos a integridade e a honra aparecem relacionadas como nas conceituações abaixo

 

Honra é o sentimento íntimo de dignidade que decorre da prática de atitudes íntegras, levando uma pessoa a procurar manter-se merecedora da consideração das demais pela prática diligente de tais atitudes.”

“Pessoas que cultivam a honra são honestas, dignas e merecedoras da confiança. Acima de tudo, elas têm integridade, que é a base de todas as demais virtudes. E integridade, por sua vez, traz em si a retidão e a imparcialidade.”

 

Assim, realmente parece ser consenso que a integridade é condição para a honra.

A partir das observações acima existem quatro reflexões a se fazer sobre a relação entre honra e integridade.

 

  • Ambas Honra e Integridade dependem essencialmente de coerência. A coerência entre discurso e ação no caso da honra e entre os valores e a viência no caso da integridade. Quem diz uma coisa e faz outra, quem vive uma coisa e crê em outra, não será nem honrado nem integro.
  • Embora habitualmente os conceitos de Honra e Integridade estejam apoiados nos valores coletivos de cada cultura ou ambiente é perfeitamente possível ser honrado usando como referência valores pessoais, desde que cada um seja claro com relação a que escala de valore está utilizando.
  • A Honra está mais conectada aos comportamentos públicos de cada indivíduo frente a sua comunidade e aos ambientes nos quais convive.
  • A integridade diz respeito principalmente aos comportamentos privados, aos valores pessoais pelos quais cada pessoa se orienta.

 

Finalmente apresentamos algumas dicas para manter a Honra e a Integridade que apareceram na pesquisa para essa reflexão:

 

  • Faça escolhas conscientemente
  • Escolha de maneira consciente seus objetivos, de acordo com seus valores, e paute-se por eles.
  • Tenha objetivos. Os objetivos dão significado às nossas ações, e o compromisso em torná-los realidade gera a energia necessária para essa realização
  • Evite julgar nem emitir comentários baseados em avaliações, sem que existam fatos para respaldá-los.
  • Busque utilizar toda experiência como aprendizado.
  • Só prometa aquilo que tiver condições de cumprir. E, se tiver prometido e não puder de cumprir contate, o quanto antes, a pessoa com quem estiver comprometido e informe-lhe o porquê de você não poder cumprir o prometido, desculpe-se pelo transtorno causado e tome as providências que estiverem ao seu alcance para minimizar eventuais prejuízos que a pessoa possa ter.

 

São Paulo, 07 de Abril de 2017

 

Referências

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Honra

https://edukavita.blogspot.com.br/2013/09/honra.html

https://www.dicio.com.br/honra/

https://www.significados.com.br/honra/

https://www.significados.com.br/integridade/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Integridade

https://www.dicio.com.br/integridade/

http://www.jeronimomendes.com.br/o-que-e-integridade/

http://gcnoticias.com.br/colunistas/honra-e-integridade/1058016


Estatuto Geral do Grupo Goreano “Cidade de Alkania”

Grupo Goreano “Cidade de Alkania”
Estatuto Geral

Revisão de 10 de Abril de 2009

 

“Al-ka eh a primeira letra do alfabeto goreano e é usada com indicação de primazia. A cidade de Alkania é o primeiro grupo goreano brasileiro completamente baseado na filosofia goreana.”

1. Objetivo

Os Objetivos do grupo são:

1º Estudar a filosofia goreana inspirada nas “Cronicas da Contra-Terra” de John Norman.
2º Proteger e Divulgar a filosofia goreana.
3º Vivenciar o estilo de vida goreano, doravante referido como “Gorean lifestyle”, com enfase na coerência com filosofia goreana exercitando, no que não se opuser a própria filosofia, a forma de vida e cultura inspirada nas “Crônicas da Contra-Terra”

 

2. Da composição do grupo

2.1. O grupo será organizado com inspiração no modelo da cidade goreana de Ko-ro-ba como descrito em “Tarnsmen of GOR”.
2.2. O grupo será composto por Casas Goreanas.
2.3. Cada Casa Goreana será classificada como “Plena”, “Em Consolidação” ou “Em Formação” de acordo com a patente de seu líder que pode ser: “Comander of a Tousand”, “Comander of a Hundred” ou “Comander of Ten”.
2.4. A Casa Goreana será composta por um Master e suas escravas. A casa poderá ter visitantes sob a sua proteção e será responsável pelas ações destes.
2.5. Cada Casa Goreana tem o direito de estabelecer suas próprias normas de conduta desde que não sejam incompatíveis com as normas gerais da cidade.

 

3. Da estrutura organizacional

3.1. O grupo tem três instâncias organizacionais, a saber: O Administrador Geral, O Conselho Goreano e O Conselho de Casas

3.2. O Administrador Geral
3.2.1. Será sempre membro do Conselho Goreano.
3.2.2. Seu mandato será por tempo indeterminado.
3.2.3. Representa os poderes Execuivo e Judiciário.

3.2.4. Suas atribuições consistem na gestão do dia a dia do grupo e na resolução de impasses no Conselho Goreano ou no âmbito da Cidade.
3.2.5. Em circunstâncias excepcionais o Administrador Geral de Alkania assume o Título de “Ubar” com autoridade para resolver autonomamente as questões pendentes, devendo retornar ao uso do Título de “Administrador Geral” em seguida.

3.3. O Conselho Goreano da cidade de Alkania
3.3.1 É composto por no máximo 4 membros mais o Administrador.
3.3.1.1. Só poderão ser membros do Conselho Goreano, Masters com título de “Comander of a Tousand”
3.3.1.2. Cada uma das quatro castas altas reconhecidas por Alkania, a saber as castas dos Scribes, Builders, Physicians e Warriors, terá direito a uma cadeira no Conselho Goreano que será ocupada pelo ancião da Casta.

3.3.1.3. O mandato do ancião será por tempo indeterminado.
3.3.1.4. A posição de ancião de cada Casta será definida por critério de antiguidade na Casta e Patente.

3.3.2. As votações do conselho são sempre por maioria simples (50% mais um com arredondamento pra cima); em caso de impasse cabe ao administrador geral a decisão final.
3.3.3. Representa os Poderes Legislativo e Judiciário complementando no poder Judiciário, quando necessário, a atuação do Administrador.

3.3.4. Cabe ao Conselho Goreano as interpretações da Filosofia Goreana com base nas “Cronicas da Contra-Terra” e na literatura subjacente que poderão ser utilizadas como fonte de jurisprudência e incorporadas ao Regimento da Cidade
3.3.5. Cabe ao conselho as decisões sobre os usos, normas e costumes (“legislação consuetudinária”) do grupo bem com a composição e alteração, em qualquer tempo, do Regimento Interno de Alkania.
3.4. O Conselho de Casas
3.4.1. O Conselho de Casas é composto por todas as casas da cidade de Alkania.
3.4.2. As votações soberanas do Conselho de Casas é por unanimidade sempre em votação aberta.
3.4.3. Cabe ao Conselho de Casas as decisões sobre entradas e saídas do grupo.

3.4.4. Cabe ao Conselho de Casas as decisões sobre o status de Outlaw, aplicável somente a não membros.

3.4.5. Nos casos de consultas do Administrador ao Conselho de Casas a votação se dá por maioria simples.

4. Do acesso ao grupo

4.1. O acesso ao grupo se dará sempre mediate a proposta por parte de uma casa do Conselho de Casas e após um período de conhecimento, pelo grupo, da casa candidata.
4.2. O acesso se dará por votação aberta do Conselho de Casas e somente por unanimidade sem a presença da casa interessada.
4.3. A casa responsável pela convite de uma nova casa tem responsabilidade permanente pela nova casa, sendo denominada Casa Tutora.
4.3.1. Em caso de repreensão a uma casa a Casa Tutora será sempre parte do processo de julgamento e repreensão.

5. Da saída do grupo

5.1. A saída do grupo se dará sempre após pelo menos três repreensões.

5.1.1. A primeira repreensão será feita pelo Adminstrador na presença da Casa Tutora.
5.1.2. A segunda repreensão será feita pelo Adminstrador na na presença da Casa Tutora e do Conselho de Alkania.

5.1.3. A terceira repreensão será feita pelo Administrador Geral na presença do Conselho de Casas.
5.2. A saída se dará por votação aberta do Conselho de Casas, a partir da terceira repreensão, por maioria simples sem a presença da casa interessada.


Prazer, escrava

A jornalista Ana Maria Madeira esteve presente em um Serve Goreano de Alkania e foi autorizada a relatar um evento que quase nunca se permite descrever publicamente.

Essa descrição foi parte de um belissimo Livro Reportagem que foi o seu Trabalho de Conclusão de Curso.

Esta excelente obra está disponivel e pode ser lida aqui.