Por babi{HA}

Quando alguém me pergunta o que é ser kajira, eu sempre respondo:

-é seguir a filosofia Goreana.

Mas ninguém nunca me perguntou em nenhuma das minhas entrevistas ou nos grupos, qual é o peso de ser kajira. Ou o que me acarreta psicologicamente é fisicamente a minha decisão.
Ser uma kajirae é belo, e resplandecente, vai trazer feminilidade, amor próprio, resiliência.
No livro a Insustentável leveza do ser livro publicado em 1984 por Milan Kundera. Existe um trecho que com toda a certeza o ponto ápice do livro que faz refletir se toda a beleza é leve:

https://amenteemaravilhosa.com.br/nao-fardo-destroi-sim-como-carrega/

Mas, na verdade, será o peso atroz e a leveza bela?
O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas,
na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o
fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo
tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto
mais pesado
for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e
verdadeira é.
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne
mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o  semi real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
Que escolher, então? O peso ou a leveza?”

Então ser kajira é belo, porém, vai também trazer-te um fardo, um fardo que nem todo o ser humano pode ser capaz de carregar. E para cada um, o fardo vem de uma forma. E o fardo é esmagador ao ponto de você estar se esfregando na lama pra carregar é sorrindo, por que é isso que se espera de uma kajira, que você esteja sempre com um sorriso no rosto mesmo que por dentro você esteja na lama.
E pra cada kajira o fardo vem de uma forma. Os fatos têm um peso e cada fato com peso diferente. Existe o fardo de que nem todas as kajirae são amadas pelos Masters, o que pode até ser bom se você conseguir lidar com esse fato. E tentar não amar, o que eu especificamente não acredito, tendo em vista que sem amor (não amor romântico estilo baunilha, porém, sim amor de D/s), não se consegue carregar o fardo.

Para outras o fardo vem com nome de escravas do mesmo Dono, aqui você pode dizer “Há, mas você sabia que isso aconteceria” saber, todo o mundo sabe, na teoria, na prática, nem sempre é fácil lidar com isso, na verdade, eu acredito que só vai ser fácil se você se apaixonar pela escrava do seu Dono, o que nem sempre acontece, É muito importante, e uma obrigação do Master não deixar com que a escrava se sinta única, a partir do momento que ela se sentir única as coisas tendem a serem piores para o entrosamento é relacionamento das escravas.

Para outras o sexo é o fardo. As vezes existem momentos coletivos, e talvez ver o Master com outras escravas, seja seu fardo. E assim sucessivamente cada uma vai ter um fardo.
Então, temos que compreender fatos, após entender o que é ser uma kajira é entender eu estou preparada para o peso do ser? Pronta para o fardo que eu vou carregar?
Outro ponto muito importante para abordar, é que como cada um tem um fardo, entender o fardo das

outras pessoas pode, ser um problema, ter resiliência o suficiente para se colocar no lugar do outro ao ponto de entender que o seu fardo não é igual ao da outra pessoa, é que talvez o que para a sua mente seja extremamente leve, não é igual para outras pessoas.
O peso pode doer, mas talvez a leveza ajude-te a continuar. E ai vai de cada um entender se o fardo é muito grande pra carregar ou se você é um goreano que nunca desisti de uma batalha a não ser que seja morto.